Câncer… essa palavra também te assusta?

 

out 2015 (não pude correr)

 

A história de Cátia Eckstein, 51, é de pura superação e muito otimismo, mas por muitos anos foi de medo. O câncer de mama chegou aos seus ouvidos em 2012 quando sua mãe teve e acabou falecendo. Já em 2015, três anos depois de sua perda, Cátia também descobriu um câncer de mama. Ela conta que no início sua maior dificuldade foi aceitar que estava com a mesma doença que tirou a vida de sua mãe, além de ter que lidar também com luto tão recente. Sua maior força veio de sua família, das suas filhas e do seu marido, que lutaram juntos e lhe deram todo o apoio desde o primeiro dia. Decidiu fazer a mastectomia total, depois quimioterapia e radioterapia.

Desde sempre fez esporte, então sua rotina já era rodeada de atividades e muitas corridas – que é a sua paixão. Dois meses depois do diagnóstico tinha uma corrida em Búzios que, por conta de já ter iniciado o tratamento, não pode fazer. Mas mesmo assim, não desistiu. Já de lenço, Cátia foi assistir e dar apoio aos amigos que estavam correndo.

 

dez 2015 (corri 2 km)

 

Cátia ainda diz que quando começou com a radicalidade das quimios falou a si mesma: vou fazer isso pela minha vida como um todo. E foi. Em cada sessão um amigo ou um amigo do trabalho a acompanhava para lhe dar forças, o que foi fundamental também para este tempo. Quando já estava na quimio branca, que é menos agressiva que a primeira, chamada vermelha, conseguiu voltar a caminhar na areia da praia com sua filha. Por isso, conseguiu participar de sua primeira corrida depois de ter começado o tratamento em dezembro do mesmo ano e fez dois km.

 

final tratamento (8 km)

 

Esteve sempre perto do esporte durante esse tempo de tratamento – fazendo tudo com cuidado e na medida do possível -, e, mais para o final foi aumentando os exercícios até chegar a completar seus 8 km (que eram sua meta). Um grande benefício do esporte, dito pelos médicos, foi a resposta do tratamento e as poucas “complicações” que teve ao longo deste tempo. Ter feito atividade a vida toda deu a carioca momentos menos ruins durante a quimioterapia e radioterapia. Ela conta que, por conta dos exercícios, não passava mal após a quimio e nem sentia tantas dores como outras pessoas que passam por isso sentem.

 

hoje (corrida e natação) duatlo)

 

O tratamento, além de pesado, causa diversos efeitos colaterais e um deles é o aumento de peso, o inchaço, entre outros. Um dos seus aliados foi a alimentação saudável que desde o início andou ao seu lado. Hoje em dia, suas atividades já voltaram 100% ao normal, mas devido a cirurgia de mastectomia total precisou praticar natação regularmente para recuperar os movimentos do seu braço esquerdo.

 

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