Descubra um novo olhar sobre o tratamento de doenças: curar a pessoa, ao invés de curar a doença

O livro “O Teu Corpo Não Mente” de Luís Martins Simões nos proporciona uma leitura que nos leva a refletir a respeito de como lidamos com as doenças. Isto porque nos demonstra que, em geral, a doença é um reflexo da nossa repressão de sentimentos. Por isso, aprender a lidar com os sentimentos ajuda a curar a pessoa e, consequentemente, a doença.

Primeiramente, o autor nos explica sobre os sintomas:

“Todo o sintoma representa falta de amor por nós. Todo o sintoma mostra que prestamos mais atenção e damos mais importância ao que os outros querem que façamos do que àquilo que sentimos que devemos fazer. E
quem são os outros? A família, os amigos, a escola, a sociedade, a religião, o estado, a lei.”

Em seguida, compara a relação dos humanos e dos animais com a doença:

“E, no entanto, interessante constatar que, nos animais selvagens (estou a falar dos que são verdadeiramente livres e que não estão circunscritos a espaços domésticos) os sintomas psicológicos e físicos, quando por acaso
existem, são resolvidos de um modo muito rápido. Não há doentes nos animais selvagens. Há, isso sim, feridos e mortos. Na sua baixeza animal, não têm sintomas. Dá que pensar, não dá?”

Curar a pessoa: a importância de não focar apenas na doença

Lidando com os sentimentos

Assim, no decorrer do livro, Simões começa a explicar sobre como lidar com os sentimentos e emoções:

“Toda a pessoa precisa de viver as suas emoções. A palavra emoção vem do latim ex-movere, que quer dizer mover para fora. As emoções devem ser vividas, não forçosamente com o comportamento, mas devem ser, sobretudo, verbalizadas. Verbalizar o que se sente é remédio santo para evitar problemas no corpo. O grito da emoção é o que ela quer dizer do ponto de vista etimológico, um grito que vem de dentro, um grito profundamente esotérico que se ex-move.

Se, por alguma razão, me impeço de sentir o que sinto e, sobretudo, me impeço ou sou impedido de o verbalizar, o corpo vai precisar de exteriorizar essa emoção de outra forma. E fá-lo-á com um sintoma físico. O corpo mostra literalmente à pessoa o que ela quis esconder e não verbalizou. A pessoa que não verbaliza o que sente não verbaliza o conflito.”

Compreendendo os sintomas

Por fim, o livro começa a apontar como compreender os sintomas e, assim, curar a pessoa:

“Ouvir o corpo pode consistir em ouvir o grito do corpo quando temos um sintoma. Pode também consistir em ouvir o corpo quando o sintoma surge apenas uma vez. Por exemplo, quando como pepino, não digiro bem. Muito bem. Não procure mais. Não coma pepino. Ouça o seu corpo. Não está na altura de comer pepino.”

Dessa forma, confira trechos de observações sobre alguns sintomas populares:

Pânico

“Os ataques de pânico são mais frequentemente ataques de ansiedade, mas é verdade que podem ser ataques
de medo. Quando falamos de ataques de ansiedade, falamos de uma pessoa que tem muito medo, muita apreensão em relação ao futuro. Quando falamos de ataques de medo, aqui falamos da falta de reconhecimento dos medos. Informação essa que seria muito útil à pessoa para poder enfrentar-se a si própria.”

Dor de cabeça
“A dor que sentimos na cabeça mostra-nos que o nosso modo de viver e pensar não funciona para nós, que
perseguimos objectivos que não são bons para nós, que há que parar com a obsessão, a insistência, o fanatismo e perguntar-se o que temos de mudar na nossa vida. As dores de cabeça, em suma, representamo desalinhamento entre o nosso equilíbrio interior e a vida que levamos no dia-a-dia.”

Anemia
“Descida de hemoglobina no sangue. Falta de vitalidade para actuar. A anemia é uma forma de anulação da pessoa. Há situações em que a pessoa parece ter anemia, mas, de facto, a tensão na consciência não corresponde exactamente à da anemia, mas sim a uma enorme desvalorização da pessoa, quando, por exemplo, a pessoa considera que, aos olhos da sua família, não vale nada.”

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